A Besta-Fera

Indalus de Boa Vista

Indalus de Boa Vista

Obedecendo a impulsos incontroláveis afasto um pouco a tampa da segunda caixa e aí dentro vejo o corpo de um homem. A placa de madeira cai aí dentro.

Atendendo a novos e inéditos estímulos, abro mais a tampa e o que vejo é estarrecedor. O corpo que está no caixão não é outro senão o meu; eu sou quem está

dentro do ataúde.

Olho para mim e para o caixão que tenho bem perto.

Para mim e para o corpo que descansa no esquife, e não consigo entender o que passa. A pele do corpo dentro do caixão é corada, hidratada, cheia de vida.

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