Pedro tem 34 anos, um doutoramento em antropologia urbana e uma certa obsessão por arquitectura. Assistente na faculdade e com um part time numa produtora de vídeo, é um pouco tímido e tem um gosto particular pela tradição, fruto de influências familiares. Talvez por isso, vive sozinho numa casa que reabilitou na Baixa Pombalina em Lisboa.
É um idealista entre a vida académica e a vontade de intervir socialmente através dos projectos em que se envolve, por vezes com dificuldade em adaptar-se ao pragmatismo do dia a dia e dos negócios.
Cresceu de forma um pouco desconfortável com a sua sexualidade, mas encontra uma designer com a qual inicia uma relação especial. Tudo parecia encaminhar-se para uma certa normalidade, quando um novo projecto vem radicalizar simultâneamente as suas convicções e fragilidades pessoais.
Pedro, que pertence a uma geração ainda influenciada pelos valores do existencialismo, antecipa já muitas das preocupações que associamos hoje à “geração precária”.
