“Estou perante um turbilhão de ideias, um remoinho sem fim, mas não me encontro apenas na sua periferia, encontro-me bem no centro, com as ideias todas baralhadas entre si. Sei que, assim que toda esta confusão emigrar para bem longe daqui, me vou sentir como uma folha à deriva, no Outono, ao cair da sua árvore... Talvez já me encontre nesse estado, ou não me sentiria sem rumo e desamparada... A minha árvore expulsou-me dos seus ramos, pedi para ficar até ao dia em que decidisse que era altura de ser independente, mas ela decidiu que eu precisava de ser forçada a abandonar todo aquele mundo de sustento. Mas porquê? Nos seus braços sentia-me feliz, eram eles o meu verdadeiro porto de abrigo...”
