ANTÓNIO BATISTA DIAS nasceu no ano de 1962, nas margens do rio Mondego, arredores de Coimbra. Filho de pai ferroviário e mãe doméstica fez-se homem num ambiente humilde e rural. Parco em palavras, muito cedo revelou talento para as artes, quando caiu de uma burra e logo retratou o acontecimento através do desenho.

Com dezasseis anos deixou a escola e fez-se à vida a carregar baldes de massa. Aos dezoito debandou para os lados de Lisboa, onde foi tirar um curso, porque tinha de acautelar o futuro e havia quem achasse bem. Meteu as aspirações artísticas na gaveta, a tropa não o quis e seguiu caminho pelas artes da construção, mais por necessidade do que por vocação. Após a folia dos vinte retomou os estudos, vindo, anos mais tarde, a formar-se em Engenharia Civil, porque tinha de acompanhar os tempos.

Nos últimos sete anos andou por Cabo Verde e Angola, entregando-se à nobre tarefa de fazer obra, e onde foi colhendo alguma inspiração. A sua grande paixão é o desenho artístico e nunca imaginou vir a escrever.

Por vezes, despede a preguiça e desata a desenhar, tendo chegado a publicar cartoons num jornal regional. Desta vez deu-lhe para a escrita. O Sonho de Kianda é o seu primeiro romance, sendo também o autor das ilustrações interiores e da capa.

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