Rita Loureiro Graça nasceu em Tomar, Ribatejo em 1991, e logo pequenina foi

com a mãe para Luanda, onde viveu com os avós o suficiente para gostar de acordar cedo e

apanhar maracujás, rindo-se dos passarinhos. Ainda a sonhar com oliveiras e já habituada ao

sol, mudou-se com os pais para a Bahia, terra que lhe criou e lhe inspirou malemolências. Em

2009 foi estudar arquitetura no interior de Minas Gerais, onde com saudades do mar

aprenderia os mistérios da água doce e a ternura de habitar entre as folhas. Cresceu e se fez

gente com asas e raízes, no cuidado que a vida tem de encaminhar os seres. O amor pelas

palavras ditas e não-ditas, fez com que os guardanapos, cadernos, notas fiscais, e papeis

atirados a esmo não estivessem nunca à salvo de seus rabiscos. Diários a qualquer hora, em

qualquer lugar, foram surgindo e hoje, a Rita escreve nos dias, nas noites... Sonhando coisas

do mar e da terra.

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