Sara, filha do Porto e da vida, desta união pecaminosa nasceu como filha adoptiva do Universo. Uns dias santa, outros pecadora, mas sempre brilhante e explosiva para quem a vê e sente.1987 foi o ano em que a Terra brotou existência complexa com ideias que só se harmonizam no papel, que ganham sentido sob a forma de palavras escritas. Diz-se que a poesia salva-lhe a vida todos os dias e abre-lhe as portas da felicidade. E pelo caminho ainda nos presenteia com rasgos de genialidade furiosa que só ela, que escreve com o coração, pode alcançar.Uma pupila exemplar dos grandes mestres, teve o seu caminho traçado pela arte mas com todo aquele que se destaca no seu ofício, não seguiu o caminho que lhe foi imposto, traçou o seu próprio destino, o seu próprio estilo.O que escreve não é mai do que um reflexo da sua alma e não nos podemos admirar com o facto de que ao percorrermos as suas palavras nos deixemos envolver e embrenhar pela enregia desta mulher, apaixonada pela vida, desapaixonada pelo lugar-comum.A singularidade e força deste talento são arrebatadores, se fecharmos os olhos é difícil imaiginar uma miúda com este poder de alcance, esta força de palavras, esta dor tão sentida, tão forte e ferida, mas é isso mesmo que ela é, uma miúda que se reconstruiu e ergueu com uma escada de palavras que não só a salvaram mas que nos vão elevar a todos nós ...Deolinda Gama  
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