De origem minhota, Paula Falcão reside na cidade de Setúbal. Como escreveu num dos seus poemas: “[…] esta  terra não me embalou, não me amentou e não me viu crescer, mas é nesta terra que um dia eu quero morrer […]  “.

Licenciada em educação de infância, e depois de alguns anos no ativo, decidiu apostar na sua formação académica. Fez pós-graduação e doutorou-se em Estudos da Criança, especializando-se em literatura para a infância.

Foi na adolescência e na inquietude própria que acompanha essa fase do crescimento que descobriu o gosto pela poesia. Porém, só em 2013 se sentiu preparada para editar o seu primeiro livro que o considera um estudo experimental.

“Apassionata” revela um significativo estado de maturação, definindo-se um estilo poético. A autora apresenta-se aqui com pseudónimo. Num dos poemas que se integra neste seu mais recente livro, e entre outras confissões, explica-nos a motivações da sua escolha dizendo: […] deixa-me explorar o céu que vejo do chão. Elevar-me. Romper a solidão. O meu espírito é de ave (sou em parte um falcão) e o meu coração não é cativeiro […]”.

Apaixonada pela vida, pela natureza, pelo culto da alma e pelas pessoas, convida-nos a entrar no universo que criou permitindo-nos que também nós façamos parte dele, tornando-o coletivo. Muito poderia ainda ser dito sobre a autora. Todavia, as poesias que aqui nos oferece dispensam quaisquer outras apresentações. Ler Paula Falcão, é entrar num mundo de intensos sentimentos, fortes emoções onde o grito pela liberdade e a identidade se afirmam. 

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