Filho de uma sereia das ondas com um bravo João, pai de uma estrela multicor, sonhado por dentre os matos, nas trilhas, florestas, cantos, sambas, frutos e galhos. Broto de subúrbio, Carioca, Banguense, contribuinte do amor. Vinte e seis primaveras almejando ser abelha, morcego, um passarinho beija-flor, todo imbrincado de pólen, um fertilizador.

Errante, idiota, desprovido, nem um pouco erudito, nas coisas sem sentido tem atento o ouvido, ta no chão com o vencido, vive dos silêncios, na fala do derrotado mudo, o grito que não se exclamou.

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