Como tantos que nasceram nas décadas que muitos chamam de Anos Dourados, cresci ouvindo e respirando política, música, arte e literatura, ainda que na fase final dessa ebulição do pensamento e das atitudes que influenciou o mundo e o meu país.
Eram outros tempos.
Já gostava muito de ler e comecei a escrever poemas e letras de música, na razão direta do número de namoros frustrados com que então convivi.
A busca de formação superior e do primeiro emprego me ajudou a criar a desculpa que precisava para abandonar a busca dos versos e das rimas.
Muitos anos depois, já bem mais maduro, voltei a escrever meio que compulsivamente.
E fui até além, por força do ambiente em que prestava serviços, chegando a cometer (sic) a elaboração de três roteiros de cinema, e um conjunto de poemas que chamei de “Três Roteiros de Cinema e uns Poemas de Amor Desesperados”.
A parte dos poemas virou um e-book que, pelo que sei, a rigor só teve um único leitor interessado: eu mesmo!
De 2013 para cá, entretanto, outra momento da vida me levou a encontrar realmente prazer em escrever poemas e a buscar a poesia que vejo nas coisas mais simples e que ou estão guardadas em nossas lembranças ou nos inquietam no nosso dia-a-dia.
Perdi a vergonha de expor meus poemas e de 2019 para cá, publiquei dois poemas nas Coletâneas que a CHIADO BOOKS edita (o Volume VI da Antologia da Poesia Brasileira Contemporânea e a QUARENTENA - Memórias de um País Confinado), além de um poema publicado pelo “Concurso Nacional Novo Poetas”, Poesia Livre 2020, da Editora Vivara.
POEMAGENS I traz uma pequena parte desses poemas que escrevo e compartilho em rede social com mais de 3 mil pessoas, nestes sete últimos anos, todos os dias.