Brasileiro de primeira geração, filho de imigrantes sírios, Gilberto Abrão nasceu em 1943, em Curitiba, no Estado do Paraná. Dos 10 aos 14 anos viveu no Líbano, onde estudou a religião muçulmana e a cultura e língua árabes.
Como seu pai era proprietário de um estabelecimento comercial próximo à biblioteca pública da capital paranaense, o futuro escritor passava longos dias de sua adolescência devorando tudo que lhe caía à mão, desde clássicos internacionais, tipo Leon Tolstoi, Thomas Mann, Ernst Hemingway, Scott Fitzgerald, Dostoievski, assim como os nacionais Machado de Assis, José de Alencar, Guimarães Rosa, Jorge Amado e outros
Tornou-se, portanto, um autêntico “rato de biblioteca”.
A sua infância e adolescência junto ao pai e seus compatriotas imigrantes, serviu-lhe de inspiração para escrever o seu primeiro romance, Mohamed, o latoeiro (Primavera Editorial, 2009)
Por falar inglês e árabe fluentemente, prestou serviços como militar brasileiro na Faixa de Gaza, (1963-64) pelas Forças de Emergência das Nações Unidas. Ao entrar em contato direto com o drama do povo palestino, inspirou-se para escrever o seu segundo romance, O muçulmano e a judia (Companhia Editora Nacional, 2011).
O seu terceiro romance foi O escriba de Granada (Companhia Editora Nacional, 2014) que foi inspirado por um fato histórico: a conquista de Granada pelos reis católicos.
Atualmente, Gilberto Abrão é proprietário de um a escola de idiomas e mora no Rio Grande do Sul com Suzana, a sua esposa, há 47 anos. Ele tem duas filhas, Karime e Kamille e uma neta, a Lívia (Zuzu).