David Tavares escreve a partir da meia-noite esse território onde a lucidez nasce da dor e o silêncio pesa mais do que as palavras.
A sua escrita cruza poesia, prosa fragmentada e confissão, explorando temas como identidade, ausência, trauma e sobrevivência emocional.
Em Era uma vez aquele que nunca existiu, o autor constrói um universo íntimo e sombrio, onde a fragilidade não é romantizada e a esperança é questionada.
A sua voz literária não procura respostas nem redenção, mas verdade mesmo quando essa verdade é desconfortável.
Este livro marca a afirmação de uma escrita crua, honesta e noturna, que não pede licença ao leitor e não oferece atalhos para a luz.