Natural de Mirandela e nascido em 1992, Cláudio Martins trilhou um percurso onde o dever e a finitude humana se entrelaçam. 

A sua passagem pelas Forças Armadas colocou-o diante do rigor e da efemeridade da vida — um contexto em que as circunstâncias e o peso da realidade acabaram por arrefecer as certezas da fé.

Contudo, foi na imersão no setor funerário que a sua trajetória tomou um rumo profundamente existencial. 

No convívio diário com a dor da perda e na observação das múltiplas tradições espirituais com que passou a contactar, reacenderam-se as grandes interrogações da condição humana: a natureza da crença, o mistério do transcendente e os limites — se é que existem — da compaixão divina.

Dessa travessia entre a disciplina das armas e a sacralidade do luto nasce um olhar sensível e analítico sobre a vida, o sofrimento e a busca ininterrupta do homem por significado perante o inevitável.

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.