Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo e Espanha, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão democrática em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e ação social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários, centros sociais, escolas novas(Júlio Brandão, CCBranco, DªMaria II, Nuno Simões, Bernardino Machado e Benjamim Salgado em Joane, Arnoso, Gondifelos e Didáxis em S.Cosme e modernização recente do parque escolar, criação de 129 ginásios, piscinas e bibliotecas públicas e escolares nas Vilas de Joane, Riba de Ave e Ribeirão) tendo sido reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou “Presidente da Câmara Amigo das Crianças,” na cimeira mundial da cidade do México, em representação de Portugal. Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se dotando- -o com a implantação de importantes infraestruturas em resultado de resiliência constante com o Terreiro do Paço e com as ajudas substantivas da CEE de que são exemplos o Centro Tecnológico Têxtil para a instalação do qual a Câmara ofereceu o terreno e abriu a negociação para os terrenos sobrantes para o Parque da Devesa e respetivos projetos, e Matadouro Central, Mercado grossista, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, o Arquivo histórico de Alberto Sampaio, os TUF, transportes urbanos de Famalicão, o festival de cinema Famafest, lamentavelmente suspenso bem como o Festival único de música dos Palop nas margens do rio Este, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes e estacionamento coberto anexo, a Via intermunicipal de Joane a Vizela, a Variante a nascente e Avª dos Descobrimentos, e o viaduto de Bernardino Machado e sua rotunda bem como a da Paz a sul e a do padroeiro da cidade a norte, o Centro de saúde e nova ala e serviço de urgência do Hospital, o novo Tribunal e consecução do edifício total dos Paços do 130 concelho, restauro e modernização da Casa-museu de CCBranco, projeto de Siza Vieira aprovado e financiamento garantido para o Centro de Estudos Camilianos, apresentação do 1º Plano Diretor Municipal e de Informatização dos Serviços, Museu da Indústria Têxtil, Museu da Guerra colonial, Museu Bernardino Machado e Dª Soledade Malvar, as escolas profissionais ( Artave, Forave, Cior). Propôs a homenagem ao Nobel da Literatura, José Saramago, que plantou uma árvore junto aos Paços do concelho e aos democratas famalicenses Armando Bacelar e Lino Lima e, ainda, Gonçalves Cerejeira e Cupertino de Miranda, Conde de Arnoso e Conde de Riba de Ave, Alberto Sampaio, Benjamim Salgado e Dom Jorge Ortiga. De referir também a visita de Alberto Moravia à casa de Camilo, bem como do príncipe Eduardo ao Museu Ferroviário de Lousado. Visitaram ainda o concelho os Presidentes da República General Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade, e a demolição do cineteatro Augusto Correia e abertura da rua com o seu nome bem como a abertura da Avª. de França, a bancada nascente do estádio e sua eletrificação, campo de treinos e ténis, regularização do Talvai e Pelhe, Parque da Juventude. Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentado a maior contestação popular dos seus 131 mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave, pioneira ao tempo no País e conseguido a despoluição do rio Ave, a ampliação e modernização do hospital de Riba de Ave, a fixação da Adrave na cidade e o impedimento da deslocalização de parte da Continental para a RDA e Riopele para outro concelho, o abastecimento de água a partir do rio Cávado (que chegou finalmente a VNF a 6 de Maio do ano 2000) e avanço definitivo da autoestrada Porto-Braga bem como a modernização e eletrificação da linha do caminho de ferro na área do concelho e passagens desniveladas da Reguladora e Calendário. Candidatou ainda todas as 49 freguesias do concelho ao abastecimento de água e respetiva rede de saneamento. É sócio de inúmeras associações cívicas (Amnistia internacional, Unicef e Associação de amizade Portugal-Suécia), culturais e de solidariedade social (Associação Dar as Mãos e Engenho, ATC) e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República. Foi agraciado com diversas distinções cívicas e humanitárias: Universidade Lusíada,Bombeiros, SCMisericórdia de VNF e Recife, Gov do estado de Pernambuco. Propôs a elevação de VNFamalicão ao título de cidade em 1985 e ainda as geminações com Saint-Fargeau-Ponthierry/França e Caruaru em Pernambuco/Brasil, além da criação das Vilas de Joane, Riba de Ave 132 e Ribeirão. Participação nos jogos europeus sem-fronteiras e criação GDNatação de que ocorrem agora os 25 anos. Nos últimos anos tem-se dedicado a actividades diversas de índole social e cultural, presidindo à Associação Dar as Mãos, com relevo para a literatura, sendo autor de Moçambicana, ed. Húmus 2012,7 Joanenses Ilustres, ed. Húmus, 2012, Olha o rio Ave, ed Húmus, 2013, No caminho da (im)perfeição, ed. Húmus 2013, No rasto de 52 estrelas maiores, ed. Húmus,2014, Aventuras de Dom Quixote de la Mancha e de Sancho Pança,ed.Chiado,2016, Dom Caracol e o Senhor Aranhão, ed. Chiado,2017,Poemas à margem do tempo, ed Chiado,2017, A bicharada e eu, ed. Chiado, 2018, Correntes filosóficas em António Feijó, CM de Ponte de Lima, 2018.

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