Alberto Leal da Silva

 Nascido numa aldeia do concelho dos arredores de Lisboa, viveu a sua adolescência com um pé na capital, no tempo dos primeiros concertos das bandas internacionais; a sua paixão pela música levou-o, muitas vezes, a ter que dormir em bancos de jardim. Tinha grandes potencialidades para seguir medicina, mas a sua hipocondria levou-o a desistir. Contestatário desde a infância, acabou por seguir filosofia não sabendo bem porquê. Em Coimbra, para além de ingressar na faculdade de letras, ingressou também na Real República do Bota, por anúncio. Nela desenvolveu a irreverência interventiva através da redação de discursos (entre eles o de atribuição do galardão de Repúblico Honóris ao então Presidente da República) e manifestos . Também o seu lado  musical veio ao cimo pela composição de alguns temas, entre eles o célebre “comboio filosófico” e a sua tendência para as artes, sem arte foi-se revelando. De pendor humanista interventivo,  inaugurou a primeira rádio pirata artesanal com emissões irregulares. Depois de um pequeno curso de férias na Sorbonne, entre o ser e o nada, deambulou pelos canais de Amesterdão em sonhos metafísicos. Recomposto, de volta a Coimbra, cheio de ideias novas que lhe valeram a satisfação de alguns colegas e algum reparo de alguns professores no que se referia às suas teorias filo- psipedagógicas. “Onde está o limite”, foi sempre uma das suas questões fundamentais e relacionais. Desde que se dedicou ao ensino, tem procurado relacionar-se com os mais variados povos e culturas explorando o seu interesse pela antropologia.Na escrita, sem ser publicado, para além de poesia ocasional, considera a sua obra prima “O riso ou tragédia”, ainda que mal escrita.

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