Gabriel Neves Camargo

Gabriel Neves Camargo escreve desde a juventude. Nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, em 1947. Já aluno do Colégio Estadual Antonio Sepp, em sua cidade natal escrevia poesia e alguns contos. Em 1965 Foi estudar em Santa Maria neste mesmo estado onde havia uma grande efervescência cultural e política. Integrou-se a um grupo de jovens que editava uma revista literária chamada “Vanguarda” onde publicou contos. Alguns artistas mais velhos, como o premiadíssimo Pedro Freire Jr., com o seu teatro do estudante, e o pintor Eduardo Trevisan, eram  mentores intelectuais do Grupo.  Gabriel considera-se uma expressão desta geração. Nesta época escreveu uma peça de teatro intitulada “A tragédia dos dois inimigos” que foi radiofonizada.  Em 1967 Começou a cursar a faculdade de Medicina de Santa Maria. Publicou contos esparsos e alguns poemas em suplementos literários dos jornais da época, entre eles o Diário de Notícias, e o Jornal do Escritor (de José Louzeiro), no Rio de Janeiro. Tornou-se militante político de um grupo esquerdista surgido da Juventude Universitária Católica, a Ação Popular.  Em função disso, em 1969 foi forçado a interromper a faculdade de Medicina que cursava, e viveu o ano militando em São Paulo e Paraná. Neste ano ganhou o prêmio “Vivita Cartier” de Literatura, promovido pela Universidade de Caxias do Sul, no gênero contos. Em 1970 seu livro de poesias “Um Doido Polichinelo Morre no Mar, de Amarelo” recebeu menção honrosa no Concurso Literário do Distrito Federal. Em 1972 casou-se, no exílio em Buenos Aires, com uma exilada brasileira. Todavia retornou ao Brasil e venceu o concurso literário comemorativo ao aniversário de Santa Maria, no gênero contos. Formado médico clinicou na Bahia e em Mato Grosso do Sul. Por motivos de saúde retornou ao sul e voltou a clinicar na cidade de Bossoroca no interior do Rio Grande do Sul. Em 1977 e 1978 especializou-se em psiquiatria e passou a clinicar  em Porto Alegre, com atividades também em Cruz Alta.  Foi psiquiatra de saúde pública e, por duas vezes, exerceu a função de Diretor do Instituto Psiquiátrico Forense. Com essas atividades a literatura ficou interrompida por largo período. Retomaria quando se aposentou do serviço público. Fez uma tradução do libreto da ópera “Madame Butterfly”, para o português e em 2005 escreveu a peça teatral “ A Ufania do Pecador” com a qual venceu o Prêmio Funarte de Dramaturgia 2005, primeiro lugar região sul, teatro adulto. Esta peça foi indicada para concorrer ao Prêmio Luso Brasileiro de Dramaturgia 2006 representando o Brasil, mas não venceu.  A partir de 2006 tem escrito teatro. “O Perverso da Bailarina”; e “o Anel do Amor Verdadeiro”, esta ultima menção honrosa do Concurso de dramaturgia Cidade de Belo Horizonte em 2014, são duas de suas obras maquis destacadas. Tem projetos de um novo romance e de uma comédia, já em curso. Ainda clinica como Psiquiatra em Porto Alegre.

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