SERGIO SUFI

Adriano Bortoleto era operador de mercado em uma corretora de valores na Avenida Paulista. Conheceu e se apaixonou pela diretora de um banco mexicano ligado à lavagem de dinheiro de drogas e empresas com interesses diretos entre os dois países que resolve fazer uma parceria com a corretora. Aparentemente os dois — ou pelo menos um, muito apaixonado — decidiram aplicar uma espécie de golpe nos clientes do banco. Mas, no dia da fuga do casal, Romana Ramirez González foge, sozinha, com todo o dinheiro. Adriano, então, também tem que fugir, e com um nome falso, para não ser preso. Adentrando pelos cantões de miséria deste imenso país, ele se aporta num lugar que aparentemente parou no tempo e abriga duas famílias portuguesas bilionárias que são inimigas desde antes do descobrimento do Brasil. Em suma, desde que mudou seu nome, mudaram, também, as linhas da prosperidade e do destino na palma de sua mão. Assim, a partir desse fato ele se encontra, sempre, NA PONTA DA GRUA, ou seja, em situação de desconforto, e até mesmo de iminente perigo. Contudo, ele não percebia isso, pensava que com o passar do tempo as coisas iriam se ajeitar. Porém, alguma força estranha o levou a contatar ou ficar perto de seu
grande mal. E ele por essa vez enfrentou o sentimento de medo como se fosse matéria, como se a energia pudesse se transformar em algo sólido. A energia do seu medo virou matéria em momentos de estranha coincidência. Só resta saber se ele conseguirá sair vivo dessa história.

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