Uma viagem libertadora porque ficcional a um espaço de não liberdade! Convocam-se Rousseau, Kafka e Foucault! Dialoga-se entre o espaço de cárcere de penas, de um Diretor e de um Auta que confere a mediana do feminino nesta teia tecida de imaginação de uma pauta de sociologia histórica, recordando um Vigiar e Punir de outras cenas de vida do Autor! Mas José Roque sabe despojar-se dos atavios de toga de academismos de feira de vaidades; pelo contrário, brinda-nos com uma linguagem pura e poética, uma narrativa de vários sabores da velha Europa do Sul, de um Mediterrâneo alargado de culturas cruzadas e milenares. Apetece folhear, uma, duas, muitas vezes. Folhear como caminho de sedução para leitura repousada e de lazer. Fascínio pela memória de várias referências da nossa cultura literária e jurídica, imaginários de espaços de poder e de penas que talvez hoje estejam transformados em espaços de liberdade artística! Casa das Penas remete-nos para várias nuances de memórias coletivas com cruzamentos para uma ficção que também envolve, de forma omnipresente, a urbe mágica do Alentejo, Évora! A ler para desencobrir…
