Sempre me senti bem sozinha. Ganhei o direito de escolher o que quero fazer da minha vida. Sou bem-sucedida profissionalmente. Tenho amigos, uma casa. A parte afectiva por agora, não era de todo, uma questão prioritária.
Porém, o destino trocou-me as voltas e vi-me enredada numa situação completamente inesperada, que arrasaria de certa forma, todas as minhas convicções. Alteraria, para sempre, o desenrolar normal da minha existência como a vivi, até aqui.
Eu não estava minimamente preparada para aquela revelação. Muito menos para o que daí resultaria. Mas aceitei e segui o meu caminho, apesar tudo. Da dor que transformava todos os meus dias, num angustiante martírio.
Mais tarde, quando tudo podia ser tão simples e lógico… Fui brindada com a mentira! Outro golpe infame. Mais uma provação. De rastos, graças a uma personalidade vincada, consegui a custo, reerguer-me.
Agora, o desejo de ser tratada condignamente está patente na minha forma de querer que tudo se desenrole como mereço. Não o aceito, por menos! E se assim não for... Prefiro arrancar o coração a voltar atrás.
