Do Interior de Moçambique para Portugal

Ernesto Sitefane

Ernesto Sitefane

A minha aldeia, com meia dúzia de caminhos, era rodeada de baldios e pequenas machambas cerealíferas que muito temiam as toupeiras porque, espetando as suas lanças mais de um palmo pelo solo dentro, aluíam-no, revolviam-no e cortavam as raízes das plantações como uma charrua desastrada...
Nada prosperava ali a não ser a miséria da população e a fartura robusta dos comerciantes brancos estabelecidos nas cidades e vilas vizinhas. Nessa altura (e agora?), o bem-estar e a felicidade eram sentimentos que a todos os negros escapavam.

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