Maculada Odete

Rogério Sacchi de Frontin

Rogério Sacchi de Frontin

Leopoldo e Luana, de famílias tradicionais e bem posicionadas, casam-se no Rio de Janeiro. Por insistência da noiva, a contragosto da família, eles seguem para Miguel Pereira, região serrana fluminense, passar a lua de mel. Eles vão conhecer o lugar onde os antepassados de Leopoldo tiveram uma fazenda de café no Séc. XIX, vendida pouco antes da grande crise de 1929.

A caminho do hotel em que passariam a noite de núpcias, são surpreendidos por um pequeno acidente: o carro fica com as rodas presas em um mata-burro sem conservação bem em frente ao portão de uma fazenda. Após hesitarem um pouco, decidem, embaixo de chuva, ir até a sede buscar auxílio.Ao chegarem ao casarão, eles são recebidos por um simpático casal de negros, Felinto e Aurora, donos da propriedade. Os senhores vivem sem telefone ou qualquer outra tecnologia de comunicação naquela fazenda centenária.Durante o verdadeiro banquete oferecido, Luana assusta-se com a passagem de um vulto feminino. Ela também está impressionada com o quadro de uma escrava com os olhos vendados pendurado na sala de jantar. Felinto e Aurora contam que aquela da pintura é Maculada Odete.A partir daí, o que parecia previsível, revela-se surpreendente. Assustadoramente, surpreendente.-Não haverá filhos, nem netos. Não haverá mais família, nomes ou sobrenomes.

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.