O Meu Cancro Morreu e Eu Renasci

Sandra Matinhos

Sandra Matinhos

Há fases na vida que são um verdadeiro tormento.
Com um cancro de mama aos 35 anos
a minha relação conjugal termina
e o meu pai morre.


A vontade de morrer passou a ser maior do que a de viver.

Nesta luta de forças desiguais onde se vence ou se morre é importante criar ferramentas de sobrevivência - manter a força positiva, a vontade de vencer e acreditar sempre que ter um cancro não é sinónimo de se deixar de viver.

 

Sentia-me perdida, confusa, declaradamente apavorada e sem rumo, a minha bússola estava avariada, não tinha ponteiros e a rosa-dos-ventos estava ilegível. Reconstruí-la exigiu de mim uma entrega profunda a nível pessoal – física, mental e espiritual – que me permitiu conhecer-me na íntegra, quais as minhas capacidades, saber ser inteligente agarrando-me às coisas boas da vida e descartando as más. No fundo foi um reaprender a viver ao mesmo tempo que ia recriando uma nova personalidade para me tornar na mulher que sou hoje.

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