“… Daqueles tempos do Duque de Bragança Sofia tinha no seu espólio muitos poemas. Poemas comoventes onde vertia a sua alma solitária, comparava-se a uma gazela perseguida pelas fauces de um dragão, sonhava que vivia num bosque de emaranhadas ramagens, tão densas e picosas que tapavam todas as saídas e ela presa naquela selva caía e levantava-se, rasgava a pele, mas não conseguia libertar-se… ou que descera a uma cave sombria e por mais que tentasse não conseguia abrir os ventrículos enferrujados…”
