Prisão sem grades

Corina Almeida

Corina Almeida

“… Daqueles tempos do Duque de Bragança Sofia tinha no seu espólio muitos poemas. Poemas comoventes onde ver­tia a sua alma solitária, comparava-se a uma gazela perse­guida pelas fauces de um dragão, sonhava que vivia num bosque de emaranhadas ramagens, tão densas e picosas que tapavam todas as saídas e ela presa naquela selva caía e le­vantava-se, rasgava a pele, mas não conseguia libertar-se… ou que descera a uma cave sombria e por mais que ten­tasse não conseguia abrir os ventrículos enferrujados…”

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.