Aí então, a morena começou a escrever sua própria história, crua, mas real, com todo o sofrimento, com os momentos bons, porque nem tudo foram zangas e infortúnio, houve também amor (embora o seu marinheiro tivesse uma maneira muito peculiar de o demostrar).
Cada palavra escrita, cada frase completa, a morena sofria um pouco por não ter a certeza de que seu amor era correspondido, já que muitas vezes perguntara, ao seu marinheiro, se ele a amava verdadeiramente.
Uma resposta que a morena nunca obteve.
Só antes da sua partida para a eternidade, a morena sentiu que, no seu pedido de perdão, o seu marinheiro estava admitindo que ela era a mulher da sua vida.
Aquele foi um amor de muitos episódios de sofrimento, mas que nunca teve um fim definitivo.
Foi nada e tudo.
