Açoriano, chegado a este Planeta chamado Terra, decorria a arrepiante, ainda hoje, 2ª Guerra Mundial, fenecida a 1945, para alívio e respirar fundo de toda a Humanidade. Vivia na mais bonita aldeia (MOSTEIROS) de um arquipélago por 9 ilhas formado, todas elas paradisíacas, situado no Atlântico Norte, distando cerca de 2000 milhas de Portugal Continental. Se de moçoilas se tratasse, decerto teria grande dificuldade em considerar qual a mais bela. Quando se fala em ilhas, logo se associa à envolvência de mar por todos os lados. Esse mar que nos molda os sentimentos, o carácter, o espírito. Afaguei as suas águas, lutei com elas, também me emprestaram aquela sensação de liberdade infinita. Por esse facto, sou açoriano, português e homem do mundo.
Outrossim, um apaixonado pela escrita, desde muito jovem, aliás, a forma como melhor me expresso, nos sentimentos, criatividade e vivência interior. Tinha apenas 5 anitos e a minha aldeia começou a ficar pequena para o desejo de desenvolvimento do saber, e termos reconhecida que a aldeia não dava um futuro promissor a quem quer que fosse. Afinal, o que sempre aconteceu a quem continua a viver numa freguesia, por mais bonita e pacífica que ela fosse. Conto no meu livro, com a pureza que me é tão familiar, factos totalmente verídicos (não é ficção) da minha vida um pouco por locais onde vivi ou visitei, enfim, uma vida por pedaços do mundo repartida. Tirei um Curso Médio, e não fui mais longe porque o futebol se meteu de permeio e a guerra nas ex. colónias, me “cortou as pernas” numa atividade e noutra. Conto o impacto emocional que senti ao viver na Cidade Capital.
Casei no regresso da guerra, tivemos 3 filhos adoráveis (dois rapazes e uma menina. Todos já contraíram matrimónio, e deram-me a felicidade de ser avô, (duas netas) também elas o meu enlevo, boas alunas e lindas de morrer.
Várias pessoas da família, amigos e professores me acicataram para escrever; diziam que era muito capaz de escrever livros que fossem sucesso nas bancas; que era possuidor duma forma muito original naquilo que escrevia e inimitável. A parte final do livro versa os dois anos de guerra no Continente Africano, relatados com grande realismo, intenso e inteligente e apesar de tudo, um óptimo observador.
