Sob o Sol de Eros

Joaquim Kaddosh

Joaquim Kaddosh

Inspirada pela veneração pela Grécia, Antiga e Moderna, pelo Belo, pelo Amor e pela Filia e sobretudo por uma busca pela Felicidade Absoluta, tal como o entenderam de Plotino a Cavafy, o autor fala não do seu mundo subjectivo, mas de uma atmosfera rarefeita que o mundo contemporâneo afeiou quiçá para sempre.

Plotino fornece-lhe o esquema da sa obra - purificação, ascese e união; Cavafy fornece ao autor um vademecum de lugares, recordações e sentiemntos partilhados, vivificados, a custo, em deambulações pelo Mediterrâneo. ora dolorosas, ora de uma sensualidade profunda e pesada, muito distante da sensualidade lusa, inconsequente e superficial.

Obra breve e não de relatos exaustivos e aturados, mas tão-só de breves acenos, símbolos e imagens fugazes e patéticas, destina-se mais a um leitor de arte que a um leitor de literatura, como no-lo advertia já Hegel no século XVIII.

A sua relação intempestiva com o seu Portugal nativo, sobretudo com a Lisboa velhaca da sua predilecção, o autor tende pontes entre Cavafy e Pessoa, entre o Fado e a música rebétiko dos bairros populares de Atenas, Pireu e Salónica, dos seus portos e marinhagem de uma virilidade sensual ímpar.

O autor quis, modestamente, escrever dentro dos ideais do chamado Bildungsroman, um pequeno romance de iniciação à eternidade do Belo e do Bem, da Filia e da Felicidade Absoluta, fora do asfixiante quadro de um Portugal que se despede da História sem hombridade.

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