Intemporais Encantos Desencantados

Diana Cruz

Diana Cruz

Minha mente padece convalescente…

Tenho de te dizer

O que se sente

Na indomável

Presença de vocábulos,

Amontoando-se como coágulos...

Apressados

Para emergir.

Para em tuas páginas convergir.

 

Azáfamas, em fábulas para se sentir

Não consegui evitar um outro e outro cair

De minhas parábolas,

De meus ocos ditongos aos socos,

Em neurónios rombos,

Aos tombos...

Selvaticamente se interpelam

Para aqui permanecerem, ou não,

Pois eu… vontade não a tenho.

Sou escrava das letras, de cada palavra,

Dos parágrafos que encantam,

São meus mestres,

Minha bagagem,

Minhas vestes.

E assim surgiu: Intemporais Encantos Desencantados.

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