Os Murmúrios do Silêncio

José Manuel Mota Ascenso

José Manuel Mota Ascenso

Os poetas andam por aí e não se importam de agarrar nas enxadas para cavarem sementeiras de harmonia e de concórdia e de sacharem a Terra Amada para a expurgarem das ervas daninhas. Andam por aí, projetam-se no universo com ideias de meninos inocentes que carregam consigo … e choram, como choram as crianças desalojadas dos seus berços, separadas de seus pais, calçando lama num qualquer campo de emergência.

Andam por aí, falam da vida e da morte e, como é curto o entendimento e é frágil a ponte entre uma e outra, matam a morte para fazerem viver a vida nos seus cantos épicos. Andam por aí, falam da dor e do prazer, do sexo e dos orgasmos, da verdade e da mentira, sem reticências ou falsas morais. Trabalham sonhos, fabricam sonhos e arrastam consigo bandeiras de Liberdade e estandartes contra o medo e contra a ignorância que é ministrada a preceito pelos sofistas poderes. Andam por aí e falam da fome, da guerra, da pobreza e da miséria e lançam-se em cruzada para se resolverem a dar ao mundo o que lhes parece faltar em paz, amor, pão, justiça e liberdade.

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